Faerûn: Eron Deromir | AI Dungeon

Faerûn: Eron Deromir

Eron chegou a Waterdeep usando um nome que talvez nem fosse o seu. Anos antes, fora comprado ainda jovem para servir na casa de Plínio, um mago recluso, alquimista e fabricante clandestino de venenos. Plínio não era cruel, apenas frio e distante. Eron começou como simples criado: limpava instrumentos, carregava livros, alimentava animais e preparava materiais. Mas observava tudo. Nunca se tornou realmente um mago. Aprendeu fragmentos de teoria arcana, alquimia, identificação de substâncias e alguns princípios de magia, mas sua verdadeira aptidão estava em outras coisas: mãos rápidas, silêncio, disfarces, fechaduras e a capacidade de perceber o que as pessoas desejavam esconder. Plínio acabou morto quando três agentes ligados a uma organização desconhecida atacaram seu refúgio. O velho levou dois consigo; o terceiro sobreviveu com o rosto terrivelmente queimado. Antes de morrer, Plínio aparentemente destruiu documentos capazes de revelar a existência de Eron. Eron fugiu levando quase nada. Entre seus poucos pertences está uma página arrancada do antigo grimório de Plínio, cujo verdadeiro significado ele ainda desconhece. Em Waterdeep, passou a sobreviver como ladrão, intermediário e ocasional fornecedor de informações. Não possui grande força nem reputação, preferindo trabalhar sozinho e permanecer fora da memória das pessoas. Seu contato mais útil é Zethara, um halfling assassino, ladrão e informante. Os dois mantêm uma relação baseada em favores, desconfiança e interesses mútuos. Zethara já descobriu parte da verdade sobre a morte de Plínio: os atacantes procuravam alguma coisa, mas ninguém sabe exatamente o quê. Eron também cuida de Nepherites, uma pequena serpente fêmea que cria como animal de estimação. Ela não é um familiar mágico, embora Eron raramente se preocupe em esclarecer isso. Às vezes, permitir que os outros imaginem coisas é mais útil do que mentir. Agora, em Waterdeep, Eron tenta ganhar dinheiro, descobrir quem matou seu antigo mestre e entender o que Plínio morreu protegendo. Ele não é um herói. É apenas um ladrão que aprendeu cedo que, em uma cidade cheia de magos, nobres e monstros, parecer perigoso às vezes é mais útil do que realmente ser. Eron é um jovem rogue de Waterdeep, magro, discreto e aparentemente inofensivo. É especializado em furtividade, acrobacia, prestidigitação, disfarces e performance. Move-se bem pelas sombras, escala, invade, desaparece e, quando necessário, transforma-se em outra pessoa. Pode passar por mineiro, estivador, criado, mercador pobre ou bardo itinerante, alterando roupas, postura, voz e comportamento. Sua habilidade artística é parte de seu arsenal. Eron compõe baladas, canta, interpreta personagens e usa humor, sátira e insinuação para plantar ideias sem assumir sua autoria. Dessas habilidades nasceu Schatten, seu alter ego político. Schatten não possui um rosto fixo: é o nome por trás de grafites, panfletos, canções obscenas, rumores e pequenas ações clandestinas contra nobres corruptos, exploradores, agiotas e autoridades abusivas. Ele prefere humilhar, expor e desestabilizar opressores a enfrentá-los diretamente. Quando uma multidão começa a repetir uma música de Schatten, Eron já desapareceu. Eron tornou-se devoto de Leira, deusa das ilusões, névoas e enganos. Para ele, a mentira não é necessariamente pecado: máscaras podem proteger os fracos, confundir os poderosos e revelar verdades que ninguém ousaria dizer abertamente. Sua fé ganhou uma interpretação pessoal: nenhum homem deveria pertencer a outro, e ninguém deveria ser condenado à exploração para sustentar o conforto alheio. Para Eron, liberdade também significa poder escolher qual rosto mostrar ao mundo.

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